Inverno de 2019.
Nessa época, eu era sócio de uma agência.
Eu não me dava lá muito bem com meu sócio. Divergência de valores, de objetivos… de índole.
Nessa agência, nosso principal cliente era um especialista em desenvolvimento pessoal. Bom rapaz, pai de família, cristão. O pacote completo.
E a gente dependia dele. Mais de 80% do faturamento da agência vinha desse único cliente.
Um belo dia, ele sumiu. Parou de comparecer a reuniões, parou de responder WhatsApp, parou de postar. Disse pra mim que tava com problemas de saúde, que precisava viajar pra visitar alguns médicos. Disse que era sério.
Acreditei, mas não muito.
Depois de alguns dias de silêncio e de muitas demandas que eu precisava que ele cumprisse, eu liguei pro meu sócio e fui muito direto.
“E aí, que que ta rolando de verdade?”, eu disse.
Ele respirou fundo e respondeu:
“Cara… vou te falar a verdade, mas você finge que não ouviu de mim. A verdade é que essa história de saúde dele é toda balela. Ele inventou isso pra mim, pra você e pra família dele só pra poder sair e viajar pra transar com as alunas do curso. Marcou com cada uma em uma cidade, e ta fazendo a tour pelo Brasil pegando as meninas”.
Sim. Você leu certo.
Não só ele estava agindo completamente ao contrário do que eu acredito ser o certo com relação a valores, esse comportamento também estava colocando toda a nossa empresa em risco.
Desliguei o telefone, chamei a Myca e disse:
“Baby, o meu faturamento não pode depender de uma pessoa louca como essa. Eu não aguento mais. Vou começar algo novo, do zero. Você me apoia?”
Ela, sendo a mulher incrível que é, obviamente me apoiou.
A receita que eu segui, a partir daí, foi simples:
- produzir conteúdo todos os dias
- construir uma audiência
- ter um novo fluxo de clientes pra agência (a partir da audiência), pra não depender dos clientes atuais
- ter a possibilidade de lançar produtos meus que não dependessem de terceiros
Fast forward alguns meses… eu lancei minha primeira mentoria em grupo, e faturei 100 mil reais.
100 fucking mil reais.
Só meus.
Sem dividir com ninguém.
Sem pagar ninguém.
Saí de casa na hora, fui numa loja de jóias, comprei um anel e pedi a Myca em casamento.
O resto é história…
Foi assim, de uma forma nada romântica (até o anel), que eu comecei a produzir conteúdo na internet: porque eu não podia mais depender de um cliente só.
A real é que, às vezes, a gente é mais movido por dor do que por propósito ou sonho.
E, infelizmente… muitas vezes a gente só se mexe quando essa dor (ou a possibilidade dela) se torna grande demais pra suportar.
Se a dor é pequena/média, a gente vai levando com a barriga e vendo a vida escorrer pelas nossas mãos.
Não sei em que momento de vida você tá, ou que mudança você precisa fazer na sua vida.
Mas o pedido que eu te faço agora é: não espere tudo explodir pra fazer alguma coisa a respeito.
Comece a mudança que você precise fazer agora.
Não espere um cliente fazer merda. Não espere o seu chefe te mandar embora. Não espere seu cônjuge de forçar a fazer algo.
Faça, agora. Por você mesmo.
Antes que seja tarde demais.
Um beijo,
Marcus
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